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sábado, 1 de abril de 2017

Objetos digitais de aprendizagem



Parece simples e ao mesmo tempo complicado.

Propor para crianças jogos, sempre as atrai. Mas jogar, brincar em sala de aula sempre ocasiona aos pais certa intranquilidade por acharem que brincando não estão aprendendo; deparo-me constantemente com isto. Mas, ao mesmo tempo em que sou questiona da por eles, sou tranquilizada por meus alunos, quando me dizem que adoram vir às aulas.

Para aprender o aluno precisa primeiramente querer aprender, querer participar das atividades propostas pela professora; do contrário estará apenas de corpo presente.
Os objetos digitais auxiliam a criança a observar ao redor de seu mundo com mais atenção, dando mais valor ao que observa e interagindo mais com tudo, entendendo melhor a correlação entre as informações que lhes são expostas.

Com a comparação, classificação, pertinência, inclusão de classes, e seriação a criança começa a entrar e entender o mundo matemático. Prepara-se para a construção do número e sua relação com a quantidade, desenvolve a habilidade de compreender critérios abstratos; pois partiu do concreto, da observação e da construção. Podemos utilizar jogos em sala de aula para isto, como também podemos auxiliar nesta compreensão quando pedimos que organizem a sala, formem grupos, se organizem para sair da sala, formando fila, ou mesmo separando quem vai almoçar na escola e quem não vai.


A matemática está em tudo que vivemos e tocamos, mas é muito mal compreendida por ser mal trabalhada. Seu desenvolvimento requer atenção e dedicação tanto na escola quanto em família.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

As pessoas e suas concepções de espaço




Começo me colocando no lugar de muitos “perdidos”, como os que conheço. Compreendo perfeitamente a incapacidade “temporária” de se localizar no tempo e espaço, o que faz parte de nossas vidas inevitavelmente.

Já em casa deveria ser apresentado a criança as noções básicas de tempo e espaço; onde é seu quarto, onde é a cozinha, onde você mora, em qual rua e a qual bairro essa rua pertence; são detalhes pequenos mas que ensina a criança a se localizar no espaço; dizer-lhe quando é seu aniversário e quantos anos tem,quanto tempo demora para o próximo ano, a localiza no tempo. Na escola, deveria ser dada continuidade nestas atividades de relação para que estas crescessem com este conhecimento inserido no seu contexto cotidiano, mas infelizmente, nossa atual realidade nos impossibilita pois nem mesmo os pais se localizam corretamente.

Ouço diariamente relatos de pais dizendo vou à cidade TAL....quando querem dizer que vão ao centro da mesma cidade que estão, mas por estarem na periferia da cidade não reconhecem que estão na mesma, e quando questionados dizem o nome do bairro e sorriem. Falar em bairro é outro tema que os desconcerta, pois, o que é bairro? Para estes o bairro é uma mini cidade muito próxima da que irão.

E assim ocorre com outros vários temas relacionados: como a cidade é dividida? Como é selecionado quais pessoas ficarão em qual posto de saúde ou em qual escola? O que é zoneamento? Por que tem mais comercio aqui do que ali, ou mais ônibus?
Quando na escola questionamos quais os comércios existentes na sua cidade, a criança se perde pois não sabe que espaço contempla a “cidade”.

O ensino cartográfico é visto por muitas professoras como desnecessário, inoportuno, difícil, complicado. Muitas não tem conhecimento necessário para trabalhar tais questões e sentem-se inseguras para tal. O ensino de geografia e história, ao meu ver, sempre foi posto de forma muito chata, desagradável, e hoje estas professoras são de uma geração que possui pouco ou quase nada desses conhecimentos e acrescento a falta de vontade em adquiri-los.

E o que parece estar aqui para nos ajudar muitas vezes se torna o vilão, nos fazendo crer que aprender a se localizar e a cartografia não é mais necessário; pois agora temos as ferramentas de uso comum: maps, google earth, waze, tem GPS que as pessoas possuem nos carros e celulares. Estas ferramentas fizeram com que nos acostumássemos a sempre recorrer a elas e não ser necessário pensar, pessoas que pouco trabalharam este quesito no ensino fundamental, hoje se perdem por pouco; meu caso, posso ir ao mesmo endereço três ou quatro vezes e não sei voltar.


A tecnologia veio para nos auxiliar em muitas coisas, facilita nos localizarmos, saber distancias e reconhecer os espaços mas se não for bem empregada pelos professores acaba por facilitar demais e nos torna ignorantes geográficos. Informações que antes eram banais agora são consideradas super difíceis. O trabalho em sala de aula de reconhecer seu espaço de moradia, seu percurso escolar e arredores de casa faz muita diferença em sua aprendizagem, estimula compreensões que exercerão influencia em diversas áreas de sua vida, exemplo: tirar a carteira de motorista, temos que saber direita, esquerda, norte, sul, leste, oeste, distancias, etc...

Para a criança é fácil brincar de maquete, fazer cidadezinhas, então porque não brincar aprendendo?
As crianças adoram brincar na internet, por que não “jogar” com elas, mostrando localização dos amigos, companheiros, inimigos? Fazendo assim compreenderem que noções de espaço são necessárias em vários momentos e podem aprender brincando.