.....Continuando:
Um exemplo a ser observado:
“O Brasil ocupa o 5º lugar no mapa mundial da violência contra a
mulher; São 13 mulheres mortas por dia, pelo único fato de serem
mulheres;33,2% das vítimas foram mortas pelo parceiro ou
ex-parceiro.
Feminicídios de mulheres negras aumentaram assustadores 54,2%, de
2003 a 2013.
...aumento de 145,5% nos registros de cárcere privado; aumento de
65,39% nos casos de estupro...”
Obra: Cartilha da Comissão especial dos direitos da mulher, da
Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul
Nesta cartilha, que contém muitas informações a mais, podemos
observar que muita batalhas continuam sendo traçadas em nossa
sociedade, buscando melhorias para o nosso mundo e ao mesmo tempo
pode-se ver que muito ainda precisa ser feito, muitas coisas ainda
estão erradas e não podemos parar de lutar por aquilo que
acreditamos e desejamos.
Apesar de tantos embates dificulta-me entender como a sociedade
permite que seus filhos cresçam cada dia mais desamparados
psicologicamente a ponto de crescerem agredindo e acreditando ser o
certo agredir a quem lhes deu a vida, a quem lhes oferece o carinho,
o amor e os estudos para uma vida melhor.
Dificuldade é a vida da mulher, que por mais que os anos passem,
por mais que estude e evolua, por mais que participe ativamente da
sociedade, continua sendo colocada em segundo plano, continua
sofrendo as agressões de todos ao seu redor e mesmo assim luta
constantemente.
E nos dias atuais, nem a mulher valoriza o dia 8 de março, que foi
uma data marcante na história do mundo por ser a consagração de
movimentos feministas que foram reconhecidos oficialmente pelas
nações unidas.
"As
histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher
alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um
incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca
de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente
ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas
feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à
criação da data são bem anteriores a este acontecimento.
Desde
o final do século 19, organizações femininas oriundas de
movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos
Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas
diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução
Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores
condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas
fábricas durante o período.
O primeiro Dia Nacional da
Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca
de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade
econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido
Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com
um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e
culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou
quase 500 fábricas americanas.
Em 1910, durante a II
Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma
resolução para a criação de uma data anual para a celebração
dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de
17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter
suporte para instituir o sufrágio universal em diversas
nações.
Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março
de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia
até então), quando aproximadamente 90 mil operárias
manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de
trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto
conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se,
embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher,
apenas em 1921.
Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a
Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo
internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e
mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975
comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o
"8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações
Unidas.
"O 8 de março deve ser visto como momento de
mobilização para a conquista de direitos e para discutir as
discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda
sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já
foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria
Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade
de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de
Campinas (Unicamp).”
Site:http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/8-marco-dia-internacional-mulher-genero-feminismo-537057.shtml