domingo, 10 de julho de 2016

Histórias e falações...

          Nas aulas de literatura infanto juvenil foi possível nos apropriar de diversos tipos de meios literários, como fábulas, lendas e parlendas e trava-línguas.

          As fábulas são instigantes, alegres, encantam as crianças e os adultos.
Conforme o texto “ A fábula na sala de aula” percebe-se que a fábula traz consigo verdades e mentiras, no sentido de falar utilizando fatos irreais, como por exemplo: animais falarem com pessoas; mas apresentar morais verdadeiras. Além do que  aguça mais a vontade de ler do aluno.
           É importante que a apartir daí a criança compreenda que além de ler, deve pensar, questionar, refletir sobre o conteúdo lido e argumentar.
          Por ter diferentes objetivos, a fábula é utilizada por muitos autores e é muito bem aceita por professores e alunos.
          As lendas são história narradas pelo povo, transmitidas principalmente de forma oral, de geração para geração, variam muito conforme sua origem.
          As parlendas são rimas infantis, em versos de cinco ou seis sílabas, para divertir, ajudar a memorizar, ou escolher quem fará tal ou qual brinquedo.( dicionário Aurélio) 
           Trava-língua é uma espécie de jogo verbal que consiste em dizer, com clareza e rapidez, versos ou frases com grande concentração de sílabas difíceis de pronunciar, ou de sílabas formadas com os mesmos sons, mas em ordem diferente. Os trava-línguas são oriundos da cultura popular, são modalidades de parlendas (rimas infantis), podendo aparecer sob a forma de prosa, versos, ou frases. Os trava-línguas recebem essa denominação devido à dificuldade que as pessoas enfrentam ao tentar pronunciá-los sem tropeços, ou, como o próprio nome diz, sem "travar a língua". Além de aperfeiçoarem a pronúncia, servem para divertir e provocar disputa entre amigos.

Exemplos:
Lendas:
►Lenda do Boitatá


O nome boitatá vem da língua indígena e quer dizer cobra de fogo.
Durante o dia o Boitatá é cego, não enxerga nada, sua visão é perfeita à noite.
Diz a lenda que certa noite a lua não apareceu, nem as estrelas no céu, a escuridão era total, um breu. Passado algum tempo, o dia não surgiu, pois, o sol também não apareceu e ficou tudo na escuridão por vários dias.
As pessoas que moravam nos vilarejos estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Pra piorar tudo, começou a chover sem parar.
A chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morrendo.
Uma cobra boiguaçu que dormia num imenso tronco acordou faminta e começou a comer as únicas coisas que enxergava, os olhos de animais mortos que brilhavam boiando nas águas.
Alguns dizem que eles brilhavam devido a luz do último dia em que os animais viram o sol. De tanto olhos brilhantes que a cobra comeu, ela ficou toda brilhante como fogo e transparente.
A cobra se transformou num monstro incandescente, o Boitatá. Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando essas viajam na mata à noite. Mas muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios. De qualquer forma se você encontrar um Boitatá use óculos escuros ou feche os olhos e fique bem parado quase sem respirar.



►Lenda do Saci-Pererê

Menino negrinho, levado e arteiro
Só tem uma perna, mas salta de lá pra cá o dia inteiro
A carapuça vermelha o deixa invisível
Adora traquinagens, se acha invencível.
Fuma cachimbo
E tem joelho machucado
Mas não se engane,
Ele não é nenhum coitado.
Ele mora no mato
E dele toma conta
Com os caçadores desavisados
Ele sempre apronta
Ele é bom, mas é bagunceiro
Se diverte com a confusão
Some com objetos
Faz trança nas crinas dos cavalos
E adora bagunçar no fogão
Se o leite queimar, a comida estragar
Pode ser coisa do Saci!
O saci adora assobiar
É o seu jeito de marcar presença
No meio de um rodamoinho de areia
Chega fazendo bagunça.



►Lenda da Mula-Sem-Cabeça



Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Daí por diante, toda madrugada de quinta para sexta-feira ela se transforma em Mula-sem-cabeça.
Ela percorre sete povoados e quem ela encontrar pelo caminho ela ataca, come seus olhos, unhas e dedos.
Quem já a viu costuma dizer que apesar do nome ela tem cabeça sim, mas como lança fogo pelo nariz e pela boca, sua cabeça fica toda coberta por fumaça.
Nas noites em que ela aparece é possível se escutar seus relinchos e seu galope, parece um cavalo enfurecido.
Ao encontrar a mula deve-se deitar no chão, esconder unhas e dentes para não ser atacado.
Se alguém corajoso conseguir arrancar os freios da sua boca a maldição é quebrada para sempre e ela vira mulher novamente.



►Lenda do Negrinho do Pastoreio

É uma lenda popular principalmente no sul do Brasil.
Nos tempos da escravidão no Brasil, havia um fazendeiro malvado que tinha em sua fazenda escravos negros de várias idades, inclusive crianças.
Num dia de inverno rigoroso o fazendeiro mandou que um menino escravo fosse pastorear seus cavalos e potros novos.
Ao entardecer quando o menino voltou com os cavalos o fazendeiro reclamou que faltava um, um cavalo baio.
Como castigo chicoteou o menino até sangrar e mandou o menino procurar o cavalo. Apavorado o menino foi a procura do cavalo baio. Quando finalmente o encontrou não conseguiu prendê-lo.
Ao retornar à fazenda, o menino encontrou o fazendeiro ainda mais irritado.
Este resolveu castigá-lo novamente, chicoteou o garoto e o amarou em cima de um formigueiro. No dia seguinte o fazendeiro retornou ao local e se assustou com o que viu: o menino estava lá, de pé, sem nenhuma marca de chicotada, nem mordida de formigas. Ao lado dele a Virgem Maria e próximo a eles o cavalo baio.
O fazendeiro se ajoelhou pedindo perdão. O Menino nada respondeu, beijou as mãos da Nossa Senhora, montou no cavalo baio e partiu a galope.



►Lenda do Boto


O Boto é uma animal mamífero, parecido com um golfinho, que vive nas águas dos rios.
O Boto-cor-de-rosa rosa que deu origem à lenda do Boto vive nas águas da Bacia Amazônica Brasileira e do bacia do rio Orinoco na Venezuela. Podem chegar a medir quase três metros na idade adulta e apresentam podem apresentar coloração rosa, acinzentada(tucuxi) e preta.
Diz a lenda que ao anoitecer o Boto se transforma em um belo rapaz, alto e forte que sai das águas a procura de diversão,festas e uma namorada. Vai a várias festas, dança muito, costuma beber bastante também. Antes do amanhecer ele tem que voltar para o rio, pois senão transforma-se em boto novamente.
Algumas pessoas relatam que o boto se transforma em um rapaz elegante, bem vestido e que sempre usa chapéu(para esconder um orifício que possui na cabeça).
Nas festas ele geralmente seduz alguma mulher bonita, casada ou não, a convida para dançar e depois saem da festa para namorar.
Antes do amanhecer ele retorna ao rio, deixando a namorada que geralmente não torna a vê-lo. Pouco tempo depois a moça descobre que ficou grávida do tal moço.
Na região Amazônica sempre que uma moça solteira engravida suspeita-se logo que se trata de um filho do boto.
Dizem que o boto adora as índias e gosta muito de mulheres com roupas vermelhas.



►Lenda da Iara ou Mãe d'água

Lenda de origem indígena,muito comum na região Amazônica.
Ela é uma sereia, metade mulher (da cintura pra cima) e metade peixe (da cintura pra baixo).
Possui longos e lindos cabelos, alguns dizem que parece uma índia com cabelos negros, outros dizem que possui cabelos loiros ou até ruivos.
Ela hipnotiza os homens com o seu canto e com o seu olhar. Ao ouvirem seu canto lançam-se nas águas para irem ao seu encontro e na maioria das vezes acabam morrendo afogados.
Ela sai da sua casa no fundo do mar, ou do lago ou do rio, geralmente no final da tarde e surge linda e sedutora a procura de um companheiro.
É difícil um homem resistir ao seu canto hipnotizador ou à sua beleza.Por isso meninos ao se depararem numa situação dessas tapem os ouvidos e procurem não olhar para ela.



►Lenda da Vitória-Régia


Numa bonita noite uma jovem índia se encantou com o brilho da lua que refletia no lago.
De tão fascinada que ficou com aquela luz mágica, atirou-se nas águas e desapareceu para sempre.
A lua se comoveu com a admiração da índia e a transformou numa linda flor, a Vitória-régia, que flutua nas superfícies das águas de alguns rios da Amazônia. Essa é uma flor noturna, abre ao entardecer e se fecha com o raiar do sol.




Lenda do Curupira

É uma lenda de origem indígena. Também chamado de Caiçara, Pai ou Mãe-do-mato, quando se imagina ser uma entidade mulher.
Entre os índios Tupis-Guaranis, existia uma outra variedade de Curupira, chamada Anhanga, um ser maligno que causava doenças ou matava os índios. Há relatos de entidades semelhantes entre quase todos os indígenas das Américas Latina e Central.
Dizem que ele é um menino de cabelos vermelhos e com os pés virados para trás, para despistar quem quiser segui-lo. Algumas pessoas descrevem o Curupira como um indiozinho montado em um porco selvagem, outros dizem que tem o corpo coberto por pelos.
Ele cuida das animais da florestas, protegendo contra a devastação das florestas e a caça de animais. Quando entramos na mata e ouvimos barulhos estranhos pode ser ele. Ele é tão rápido que muitas vezes ao passar pela mata, parece um vento forte. Ao entrar numa mata deve-se levar uma oferenda para o Curupira, assim ao agradá-lo não se perderá na mata.
O Curupira tem o poder de ressuscitar qualquer animal morto sem sua permissão.
Os índios guaranis dizem que ele é o “Demônio da Floresta”. Há relatos dos jesuítas, na época da colonização do Brasil, de que os índios temiam muito o Curupira.

Variação: Caipora

O nome Caipora vem do tupi e quer dizer morador do mato. Pode ser masculino ou feminino.
É uma entidade fantástica pertencente à mitologia tupi, representado de diferentes formas dependendo da região do Brasil.
Em alguns lugares dizem que tem forma de uma mulher unípede (uma perna só) que anda aos saltos, em outros lugares dizem que é uma criança de cabeça grandíssima.
No Sul do Brasil é, em geral, apresentado como um gigante peludo dotado de enorme força física. Nos estados de outras regiões é representado como um pequeno índio, escuro, ágil, nu ou usando tanga, fumando cachimbo, doido por cachaça e por fumo. Aparece, às vezes, cavalgando um porco-do-mato enorme e agitando um galho de japecanga. Outras vezes está sempre seguido por um cachorro. Para alguns, trata-se de uma versão do Curupira, mas sem os pés voltados para trás.
Em todas as versões, porém, o Caipora é um protetor dos animais e da mata. Reina sobre os animais, e fez pactos com os caçadores: permite-lhes caçar, em troca de um pouco de cachaça e de fumo, mas castiga-os quando matam mais animais do que o combinado, ou filhotes e fêmeas com crias, quando caçam nas sextas-feiras ou quando não lhe dão o prometido. Vários poderes lhe são atribuídos: o de assobiar para enganar os caçadores; o de surrar os cachorros mateiros; e o de ressuscitar os animais mortos sem sua permissão, apavorando os caçadores. Quem encontra o Caipora fica sem sorte nos negócios ou em qualquer empreendimento, azarado.


Fonte:www.abckids.com.br




Parlendas:
Um, dois, feijão com arroz,                 
   Três, quatro, feijão no prato,
  Cinco, seis, feijão inglês,
 Sete, oito, comer biscoitos,
Nove, dez, comer pastéis.
                                                                                                               Luar, luar
                                                                                                               Pega esse menino
                                                                                                            E me ajuda a criar
                                                       Uni duni tê
                                                     Salame minguê
                                                   Um sorvete colorê
                                                 O escolhido foi você

  Pra cima ou pra baixo?
      Lá vai a bola
     Girar na roda
    Passar adiante, sem demora,
   pois se ao fim desta canção
  você estiver com a bola na mão
depressa, pule fora.

                                                                                         Ordem,
                                                                                       Em seu lugar
                                                                                    Sem rir,sem falar
                                                                                 Com um pé
                                                                              Com o outro
                                                                           Com uma mão
                                                                        Com a outra
                                                                     Bate palmas
                                                                  Pirueta
                                                               Traz pra frente
                                                             Pancada.
                                                          Lê com lê
                                                       Tré com tré
                                                   Um sapato em cada pé!



Trava-línguas:

1- Trazei três pratos de trigo para três tigres tristes comerem.
2-Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há!  Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador  será
3- A Iara agarra e amarra a rara arara de Araraqara.
4- Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
5-O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

ESTE VÍDEO É INTERESSANTE, FALA MUITO SOBRE A OBESIDADE INFANTIL:



 

Crianças x brincadeiras

            A sociedade sofre mudanças constantemente, isto é fato. Algumas mudanças são positivas e outras nem tanto, no momento a sociedade está com grandes discrepâncias; por exemplo: Em alguns países morre diariamente dezenas de crianças com desnutrição, falta de alimentos e cuidados médicos, enquanto em outros existe um número absurdo de crianças sofrendo com a obesidade.



         Isto afeta em muito a saúde das crianças em seu desenvolvimento físico e cognitivo, como mostra esta reportagem:

A troca de brincadeiras de rua pela televisão e pelo videogame tem deixado as crianças mais fracas. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada no Reino Unido. O estudo comparou em 2008 o desempenho em atividades comuns de um grupo de crianças de dez anos com o desempenho de outro grupo de crianças da mesma idade, em 1998. As crianças foram estimuladas a fazer atividades físicas como exercícios de barra e abdominais. Segundo o levantamento, o grupo avaliado em 2008 não consegue realizar os exercícios com a mesma facilidade que o grupo avaliado uma década antes. O resultado da pesquisa não surpreendeu o chefe do Centro de Ortopedia da Criança e Adolescente do INTO – Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Pedro Henrique Mendes.”

Tudo nas transformações sofridas pela sociedade interferem no que está acontecendo com nossas crianças, muito legal esta colocação feita pela Equipe Cia Athletica :
A modernidade está fazendo com que as crianças fiquem cada vez mais na frente de computadores, de tablets, de jogos eletrônicos. E elas não têm mais as atividades ao ar livre que elas tinham no passado. Primeiro porque não existem mais grandes áreas como existia no passado. Os pais tem que trabalhar, as crianças ficam em creches e escolas. A gente tem um grande grupo de crianças que estão beirando a obesidade, algumas até obesas, outras bem próximo disso. E fazer o controle da alimentação e da atividade física dessas crianças é bem difícil."
“As brincadeiras ativas infantis desenvolvem a imaginação, a criatividade, elevam a autoestima e a aptidão física e ainda contribuem para o desenvolvimento físico, mental, emocional, cognitivo/intelectual e social, favorecendo a convivência saudável, ao contrário do que proporcionam as atividades atuais. Ultimamente as crianças estão hipnotizadas pelas novas tecnologias, e alternativas mais ativas e saudáveis dificilmente as atraem. Dessa forma, elas possuem menos contato com outras crianças, brincam menos com os pais, passam horas e horas em frente ao computador, televisão, com jogos eletrônicos, ficam ocupadas em passar fases, vencer obstáculos, disputar corridas alucinantes, tudo sem sair do lugar, ficando, a cada dia, mais sedentárias e obesas.
Essa troca de atividades saudáveis por não saudáveis, aliada à má alimentação, tem contribuído para o acúmulo de tecido adiposo nas crianças, que desde cedo já começam a apresentar diabetes, hipertensão, aterosclerose, arteriosclerose, osteoporose, hipercolesterolemia… De acordo com Luís Vaz de Camões, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”.
Brincar sempre foi a atividade favorita das crianças, desde que a criança começou a ser vista diferente de um adulto. A importância do brincar, esta fase tão gostosa da infancia, infelizmente têm sido esquecida, prejudicando a saúde das nossas crianças.

Conforme alguns dados levantados pelo IBGE entre 2008 e 2009, entre sobre peso e obesidade, o Brasil já está com 15% das crianças neste meio e o movimento vem crescendo. A quantidade varia conforme o estado. Um exemplo,  REGIÃO SUL
(PR, SC, RS):

Excesso de Peso infantil 5-9 (%)
35.9
Excesso de Peso infantil 10-19 (%)
24.6
Excesso de Peso adultos (%)
56.08

Algo precisa ser feito urgentemente para ajudarmos estas crianças e futuros adultos de nossa sociedade.




O brincar de hoje

                              Algo de muito relevante que me lembra todos estes estudos sobre o brinquedo e o desenvolvimento humano na história e a inevitável comparação que se faz até mesmo em família, quando observo os meus filhos e sobrinhos sobre suas brincadeiras e comparo com as minhas brincadeiras com minha irmã e meus primos. Sou de uma família pobre que veio do interior, onde eramos livres para brincar em um grande espaço e desenvolver toda a criatividade que quiséssemos sem preocupações e criar todas as brincadeiras possíveis; naquele tempo ajudávamos minha mãe em casa com os afazeres, esticar os lençóis, dobrar as roupas, arrumar a mesa para o almoço ou jantar, etc; e mesmo assim sempre sobrou tempo para brincarmos muito e tudo se desenvolvia melhor.
                                  Hoje meus filhos e sobrinhos precisam de constante atenção, pois a sociedade está muito perigosa, ficam muito mais tempo presos dentro de casa ou de creches e são muitas vezes até proibidos de inventar brincadeiras; pois isto poderia gerar um desgaste para quem os está cuidando e fugiria do cronograma de cuidados e atividades.
                                     Tem um cronograma de atividades muito rígido que não lhes permite explorar nada. Em casa eu tento estimular para que brinquem como eu brincava antes, mas os interesses são outros, a tecnologia está muito mais evoluída e chama-lhes muito a atenção. Eles focam seus interesses em jogos online que já lhes entrega quase tudo pronto e assim o desenvolvimento deles é outro; percebo que o lado tecnológico deles é mais desenvolvido, eles tem mais praticidade em tratar com todos os componentes eletrônicos,celular, tablet, videogames, etc...
                                       Mas fazer uma caminhada no parque já os cansa muito, para uma brincadeira de roda ou escravos de jó, já perdem a coordenação e se atrapalham.
Por fim devemos encontrar o lado positivo desta atualidade social e crescer com eles nesta evolução sem perder o que tínhamos de bom e sem deixar que eles se percam de nós.




terça-feira, 5 de julho de 2016


Ludicidade - A importância do brincar no desenvolvimento





                        O brincar faz parte da humanidade. Já se estuda sobre o assunto a muito tempo e tem muitas pesquisas a respeito.

                  Lendo alguns textos pude observar a relevante necessidade de se compreender como funciona e o por quê disto.





                     Lendo, “A técnica e a linguagem do brincar”; entendi que a partir de Klein, percebeu-se que a parte lúdica desenvolvida em uma criança, permite uma interação maior entre o adulto e ela; e proporciona uma melhora social, emocional e intelectual. Também é possível trabalhar melhor o seu eu interior e dominar as angústias que a afligem e lhes causa sofrimento.

                Segundo Freud, o brinquedo ajuda a criança a dominar os medos instintivos e perigos internos. A relação com o objeto e a realidade é de fundamental importância na adaptação da criança e no desenvolvimento do seu ego.

                   A partir deste estudo e observações realizadas por Freud e depois por Klein é possível compreendermos a importância que existe no ato de brincar, o quanto pode auxiliar no desenvolvimento da criança num todo; corpo e mente. A criança evolui na sua relação com a mãe, com o pai, e com quem convive com ela; além de estabelecer ligações psicológicas para o seu crescer intelectual.



 “A técnica e a linguagem do brincar”; por Maria Celina P. S. Anhaia Mello; revista: Viver Mente e Cérebro - especial Melanie Klein


domingo, 26 de junho de 2016

A fé e a ciência


                         Parece para muitos que a fé e a ciência são antagonicas, mas não. Nos dias atuais, diante de tantas pesquisas já é possível dizer que andam juntas, que se complementam.
                         Há uma vasta pesquisa sobre a influência da fé na cura de pacientes  em tratamento, em fase terminal e em pessoas com sequelas de algum problema de saúde sério. Muitos relatos já comprovam a influência positiva de momentos de muita fé diante dos fatos e isto gerar uma melhora considerável nos enfermos.
                          As pesquisas atuais se misturam ao considerar a fé como um pensamento positivo intenso, uma dedicação extrema, o que faz com que o cérebro comece a achar outros meios de se conectar e de transformar a situação vivida em um processo de melhora, assim a mente encontra uma nova maneira de superar tal obstáculo e volta a reagir positivamente.

Muitas são as reportagens sobre este assunto:

Fé ajuda a superar doença
“A ciência sabe que a fé dos doentes crentes influencia o seu comportamento. Estes doentes tendem a evitar atitudes de risco e são menos susceptíveis do que os não crentes à adopção de hábitos de vida menos saudáveis, como o alcoolismo, toxicodependência e tabagismo. Tudo isto provoca uma diminuição dos níveis de ansiedade destes doentes. Isso, por seu turno, aumenta a capacidade de defesa do seu sistema imunitário, um factor vital em pacientes com doenças crónicas.

Num estudo publicado no ”Journal of Clinical Oncology”, investigadores do Dana-Farber Cancer Institute e da Universidade de Harvard, EUA, liderados por Tracy Balboni, avaliaram a importância da espiritualidade em doentes oncológicos em fase terminal. Constataram que 88% dos doentes entrevistados atribuía alguma importância à religião nessa fase das suas vidas, embora 47% dissessem que os seus grupos religiosos não davam uma resposta completa às suas necessidades espirituais. Por outro lado, 72% desses pacientes afirmaram que essas necessidades não eram de todo atendidas, ou só eram minimamente atendidas, pelos serviços médicos. Uma conclusão deste estudo é que os pacientes gostariam de sentir uma maior receptividade por parte dos médicos que os acompanham relativamente à sua espiritualidade.”



  A ciência da fé
"Como você professa sua fé?", pergunta o médico Paulo de Tarso Lima a seus pacientes na primeira consulta. Conversar sobre isso virou rotina no setor de oncologia em um dos mais conceituados hospitais do Brasil, o Albert Einstein, em São Paulo, onde Lima é coordenador do Serviço de Medicina Integrativa. Se o doente vai à missa, ele anota na receita: aumentar a frequência aos cultos. Se deseja a visita de um padre, rabino ou pastor, o hospital manda chamar. Se quiser meditar, professores de ioga são convocados. No hospital, a fé é uma arma no tratamento de doenças graves.

A Santa Casa de Porto Alegre também trabalha nesse sentido. O hospital está realizando uma pesquisa inédita, em parceria com a Universidade Duke, nos Estados Unidos, para mensurar os benefícios biológicos da fé. O objetivo é descobrir se os pacientes espiritualizados submetidos à cirurgia de ponte de safena têm menos inflamações no pós-operatório - hipótese já levantada por outros estudos. "Existe um marcador de inflamação que parece apresentar menores níveis em religiosos", explica o cardiologista Mauro Pontes, coordenador do Centro de Pesquisa do Hospital São Francisco, um dos sete hospitais do complexo Santa Casa da capital gaúcha.”


Estas são algumas passagens sobre o assunto que nos mostra que as pesquisas já exercem um efeito positivo na sociedade e que as pesquisas não pararam, ao contrario; se intensifica cada vez mais, em prol de dar um melhor atendimento as pessoas e fazer com que algumas pessoas que ainda não tem fé passem a conhecer a importância desta em suas vidas.